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Neusa Borges: ‘Não mamo nas tetas da Globo’

08/04/2013

A atriz Neusa Borges passou o mês de março inteirinho comemorando os 72 anos com alguns encontros com os amigos.  A alegria da veterana, porém, está com os seus dias contados. “Toda vez que acaba uma novela eu entro em depressão. Antes de terminar ‘A Vida da Gente’, eu estava tão desesperada que eu tive um AVC. Sempre me bate um desespero. Eu tenho ódio mortal quando ficam dizendo ‘a grande atriz’, ‘a grande estrela’. Enquanto dizem isso, eu fico chorando todos os dias para ir ao supermercado”, desabafa ela. 

Segundo a atriz, ela só recebe trabalho da autora Gloria Perez e dos diretores Jayme Monjardim e Marcos Schechtman. “Só eles que aceitam me dar trabalho. Eu não ‘mamo’ nas tetas da TV Globo. Bem que eu gostaria pelos anos todos que já trabalhei lá. Eu estou com 72 anos, não tenho plano de saúde, não tenho nada. Quanta gente começou depois de mim e ‘mama’ nas tetas da TV Globo? Eu tenho de trabalhar, ganhar um dinheiro e guardar metade do que recebo para depois poder sustentar a minha família. É desesperador, mas eu não ‘mamo’ nas tetas da TV Globo porque não sou contratada de lá”, explica a atriz.

A época da novela “O Clone” (2001) foi o período em que a atriz passou mais aperto. “Eu fiquei desempregada no fim da novela e ganhei todos os elogios da vida pelo personagem. Ganhei prêmios, placas e fiquei sem emprego quatro anos. Fiquei passando fome, não tinha dinheiro parar comprar um pacote de miojo para as minhas filhas”, conta. E completa: “E eu não sou ser humano de comer sardinha e arrotar caviar. Não faço pose de artista. Para mim, ser artista é como ser gari ou empregada doméstica. É trabalho! Então, o que eu ganho em ficar olhando prêmios em casa? Eu vou ao supermercado ou à farmácia com isso? Não”.

Agora, com o fim de “Salve Jorge” , ela pretende passar uma temporada em Salvador, trabalhando no brechó das filhas. “É a única coisa que eu tenho. Se alguém lembrar que essa ‘nega veia’ está aqui de boquinha aberta esperando trabalho, eu vou”, diz. 

 

Por: João Leones

Fonte: Terra.com


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