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Os dez hábitos mais irritantes do mundo do Rock N' Roll

06/06/2013

Excluir membros essenciais da banda
Algumas bandas têm membros que simplesmente não querem mais ser rockstars. É normal. Quando Christine McVie, do Fleetwood Mac, ou Bill Wyman, dos Rolling Stones, decidiram voltar à vida normal e sair da estrada, preferiríamos que ficassem nas bandas. Os shows sofrem desta abstinência, mas as pessoas têm o direito de desistir. Uma banda não é uma máfia.

O que é pior é quando uma briga (quase sempre por causa do dinheiro) priva o fã de ver sua banda ideal. Neste exato momento Van Halen está sem Michael Anthony, Black Sabbath sem Bill Ward, New Order sem Peter Hook, Slayer sem Dave Lombardo, Eagles sem Don Felder e Kiss sem Peter Criss e Ace Frehley.

No caso do Kiss, eles ainda tiveram a coragem de colocar a maquiagem dos ex-integrantes em novos músicos. O baterista até mesmo canta “Beth” em algumas oportunidades. É insano. Estamos falando de seres humanos. Eles não são engrenagens de alguma máquina. Cada banda citada decaiu com a saída de membros. Isso ficou pior nos últimos anos, mas eles bem que poderiam deixar seus problemas nos bastidores.

 

 

Tocar muita coisa nova
Não temos problema com banda que toca um monte de coisa nova. Mas incomoda um pouco, de qualquer forma, quando você paga para ver um artista e a grande maioria do show é com material novo, especialmente quando esse material é uma imitação barata das coisas antigas. Existe uma certa expectativa quando você compra um ingresso de que vá ver as canções que fizeram sucesso na carreira do artista. É difícil para as pessoas apreciar completamente canções que não conhecem direito.

O Radiohead abandonou grande parte do que fez na década de 90 durante a última turnê. O resultado foi um setlist que não mudou nada de uma noite para a outra e desapontou muitos fãs. Neil Young ocasionalmente leva isso a um novo nível e toca o disco inteiro antes sequer do lançamento. Em 2004, ele entrou em turnê com o Crazy Horse e tocou o disco Greendale dois meses antes do lançamento. Três canções antigas entraram para o fim do repertório. O ingresso dizia “Neil Young and Crazy Horse” sem qualquer indicação de que este era o caso. Um público na Alemanha, por exemplo, não gostou muito e no final repetiu o refrão “Hey Hey My My” para provar o descontentamento.

 

 

Tocar apenas os hits
O oposto do item anterior. Alguns artistas têm longo catálogo de grandes canções, mas os shows tendem a ter sempre as mesmas 15 faixas que eles arrastam por décadas. É como comer dez barras de chocolate no jantar. Não é satisfatório. Você precisa de uma chance para balancear as coisas. Claro, a multidão ama ouvir hits e você pode fazer de tudo para chamar a atenção, mas também precisa se desafiar um pouco.

Tom Petty caiu nesta rotina durante parte dos anos 2000, quando tinha muitas boas canções mas acabou com shows monótonos porque tinham sempre o mesmo roteiro. Em sua turnê mais recente ele alterou o setlist. Esperamos que gente como Elton John, Billy Joel, The Who e tantos outros sigam o exemplo.

 

 

Chegar ridiculamente atrasado
Rockstars não têm uma profissão convencional e ninguém espera que eles entrem no palco no momento exato descrito no ingresso. Entendemos isso. Um pouco de atraso pode até ser bom, porque dá tempo para todo mundo estacionar, esperar a fila do banheiro e pegar uma cerveja. Mas alguns artistas rotineiramente demoram duas, três ou até quatro horas para entrar em cena. Axl Rose e Lauryn Hill, por exemplo.

Durante o fim de semana, até que é tudo bem porque você pode dormir no dia seguinte. Mas durante a semana é muito irritante. O Guns N’ Roses começou alguns shows durante a última turnê pelos Estados Unidos depois da meia-noite. Quarenta e cinco minutos depois do fim da banda de abertura é o bastante. Axl e Lauryn, nós todos amamos vocês, mas estamos cansados disso. Isso também se aplica à habilidade deles de criarem novas canções, mas esta é uma outra história.

 

 

Tocar um monte de música em um medley
Medleys eram muito mais comuns no passado, mas alguns artistas continuam achando que é legal fazer um monte de músicas em uma sequência. A única coisa pior que não ouvir uma música que você gosta é ouvir apenas 30 segundos dela. É uma provocação terrível.

Prince é o pior exemplo neste caso. Sabemos de onde isso vem – ele tem muitos hits para pouco tempo – mas um pequeno trecho de “When Doves Cry” não é suficiente. Ou toque a música toda ou deixe fora do show.

 

 

Ignorar as músicas da ex-banda
John Fogerty entrou na estrada nos anos 80 e não tocava nenhuma canção do Creedence Clearwater Revival. Ele tinha uma grande disputa legal em relação ao material da banda, mas os fãs que sofreram com isso. Fogerty mudou de ideia apenas em meados dos anos 90.

Quando você vê alguém como Pete Townshend, Paul Weller, Noel Gallagher, Morrissey ou Ray Davies, você espera escutar alguma coisa das bandas das quais eles participaram. Peter Gabriel se recusou a fazer qualquer coisa do Genesis desde a década de 70, mas ele tem muito mais sucesso em carreira solo, então faz sentido. Alguém como Paul McCartney ou Roger Waters seria louco se fizesse algo assim.

 

 

Fazer versões irreconhecíveis de sucessos
Não temos problema com quem faz versões diferentes para as próprias canções – só não faça isso para divertir apenas você mesmo. Bob Dylan tem refeito suas canções ao vivo por décadas – sua versão Hendrix de “All Along the Watchtower” faz muito sentido, mas gostaríamos que ele mantivesse o reggae em “Don't Think Twice, It's All Right”. Se você não acredita, confira a faixa cinco de Bob Dylan at Budokan e não diga que não avisamos.

 

 

Nunca variar o repertório
Um show não deveria soar como uma apresentação da Broadway. Deveria ser uma experiência mais única, mas alguns artistas fazem exatamente o mesmo show ao redor do mundo por 18 meses e não mudam nada. Alguns deles inclusive construíram um setlist "perfeito" que conta uma história com direito a clímax. Não acredite neles. Não existe algo como um setlist perfeito. Isso é algo que se desenvolve constantemente.

Isso particularmente atrapalha fãs de verem múltiplos shows de uma turnê. Artistas como U2, Phish, Bruce Springsteen, Pearl Jam, Furthur e Dave Matthews Band trabalham duro para fazer com que cada show seja completamente especial e único aos fãs. Outros deveriam tomá-los como exemplo.

 

 

Solo
Alguém pode discordar dessa. Mas se você não é Neil Peart, Ginger Baker, Eric Clapton ou alguém nesse nível de gênio, ninguém quer ouvir seu solo. Muitos shows do Aerosmith têm o momento de solo do baterista Joey Kramer. John Entwistle foi basicamente o único homem capaz de fazer um solo de baixo interessante, e ele se foi. Os solos de guitarra deveriam ter morrido nos anos 70, com pouquíssimas exceções.

 

 

Arrancar até o último centavo dos fãs
Sabemos que a indústria de shows é um negócio e que com a queda na venda de discos é o único meio em que um artista pode fazer dinheiro de verdade. Mas ingressos não deveriam custar R$ 500 a menos que fossem assentos em cima do palco. Para ver Elton John em São Paulo, por exemplo, fãs desembolsaram até R$ 1 mil. Sabemos que cambistas estão por toda parte, mas existem maneiras muito mais inteligentes de combater isso do que cobrando uma fortuna.

Esta não é apenas uma posição fantasiosa – maltratar os fãs é obviamente um mau negócio. Porque viajar é mais importante do que nunca, você precisa de bases fieis de fãs que não se importem de gastar uma quantia moderada a cada apresentação.

Por: João Leones

Fonte: http://rollingstone.uol.com.br


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