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Black Sabbath faz lançamento mundial do disco "13"

10/06/2013

É o fim do começo ou o começo do fim, questiona Ozzy Osbourne na abertura de 13, disco do Black Sabbath que realiza o sonho dos fãs em ver outra vez o indestrutível maluco beleza à frente daquela que é uma das bandas fundamentais da história, não apenas da vertente ruidosamente mais pesada do rock.

As dúvidas existenciais cantadas por Ozzy em End of the Beginning podem ser espelhadas na expectativa de o quanto esta reunião irá adiante, visto o rico histórico de turbulências entre as partes. Então, no espírito de que seja infinito enquanto dure a chama das velas, vale festejar com muito barulho.

E não poderia se esperar menos estardalhaço, midiático e sonoro, desse novo álbum, que tem lançamento oficial nesta segunda-feira, inclusive no Brasil. No embalo, o Sabbath já caiu na estrada e chega ao país em outubro para três apresentações, a primeira delas em Porto Alegre, dia 9, no estacionamento da Fiergs – segue depois para São Paulo (11) e Rio de Janeiro (13).

A festa só não é mais completa porque Bill Ward, 65 anos – baterista da formação original do quarteto britânico ao lado de Ozzy, 64, do guitarrista Tony Iommy, 65, e do baixista Geezer Butler, 63 – não topou participar do reencontro, por divergências contratuais. No entanto, está muito bem substituído por Brad Wilk, baterista do Rage Against the Machine.

Nas oito faixas de 13 – a versão especial, em CD duplo traz outras três –, está a essência da banda registrada nos discos fundamentais com Ozzy, de Black Sabbath (1970) a Sabotage (1975). Se tornou folclórica sua postura de tiozão sequelado, o figuraça segue com a voz em dia e no seu timbre característico.

A responsabilidade do Sabbath com esse esperado retorno era o de não macular a imagem da banda com um disco fraco, como o último com Ozzy, Never Say Die! (1978) – em 1998, eles gravaram duas faixas inéditas para o álbum ao vivo Reunion.

E a banda cumpre com sobra essa alta expectativa. Chama a atenção no repertório a duração das músicas, várias com mais de sete minutos e em baixa rotação, velocidade que parece ajustada para arrastar o peso de tanta história.

Diante da qualidade sonora da produção assinada por Rick Rubin, é bacana imaginar como soariam hoje os petardos setentistas do Sabbath com recursos semelhantes. Em vez de imaginar, melhor deixar 13 correr do início ao fim, no volume mais alto possível – Ozzy e sua turma vão jogar em óleo fervente quem ouvir em caixinhas de som de computador ou fonezinhos mixurucas de celular.

13
Black Sabbath
> Rock, Universal, CD em versão normal, com oito faixas (R$ 27,90), e dupla, com 11 faixas (R$ 33,90).
> Cotação: quatro de cinco estrelas

 

 

Por: João Leones

Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br


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